Como saber se está na hora de trocar as cordas da sua raquete?

Atualizado: há 2 dias

Você já teve a sensação de que a sua raquete não está respondendo como antes, mesmo sem ter mudado nada no seu jogo?
A bola começa a escapar um pouco mais. Você sente que precisa fazer mais força. O toque parece diferente. Às vezes, vem aquela dúvida: “Será que estou jogando pior hoje?”
Nem sempre o problema está no jogador. Pode estar no encordoamento.
A corda começa a mudar desde que sai da máquina
Quando uma raquete é encordoada, as cordas são instaladas sob determinada tensão. Mas essa condição não permanece exatamente igual para sempre.
Com o passar do tempo e com o uso, o encordoamento sofre alterações. Impactos sucessivos com a bola, temperatura, tempo de armazenamento e as próprias características do material fazem com que ele perca tensão e apresente mudanças em seu comportamento.
E há um detalhe importante: isso acontece mesmo quando a raquete fica parada.
Por isso, esperar a corda arrebentar para pensar em um novo encordoamento nem sempre é a melhor referência.
O que você pode perceber dentro da quadra?
Não existe um único sinal que funcione para todos os jogadores, mas algumas mudanças merecem atenção.
A bola pode começar a sair mais do que o habitual; o controle pode parecer diferente; as cordas podem se movimentar mais e exigir que você as reposicione constantemente; o som do impacto pode mudar; e você pode sentir que a resposta da raquete já não é a mesma.
Também vale observar visualmente as cordas. Marcas profundas nos pontos de cruzamento, desgaste, desfiamento ou alterações evidentes podem indicar que o encordoamento já passou por bastante uso.
Mas existe uma dificuldade: nós nos adaptamos.
Como a mudança acontece gradualmente, o jogador pode se acostumar com a perda de desempenho e só perceber a diferença quando pega uma raquete recém-encordoada.
“Quantas vezes por ano eu devo trocar as cordas?”
Essa parece uma pergunta simples, mas não existe uma resposta universal.
Um jogador que entra em quadra cinco vezes por semana tem uma realidade completamente diferente de quem joga uma vez por semana. Além disso, o tipo de corda, a tensão utilizada, a intensidade do jogo, o estilo do jogador e as condições ambientais também influenciam.
Por isso, regras como “troque as cordas tantas vezes por ano quanto você joga por semana” podem servir como uma referência popular, mas não deveriam ser tratadas como uma regra técnica para todos.
O mais interessante é aprender a acompanhar o comportamento do seu próprio encordoamento.
E se fosse possível medir essa mudança?
É justamente aqui que entram equipamentos como o ERT 300 Tennis Computer.
Em vez de depender apenas da sensação do jogador ou de tentar adivinhar quantos quilos ainda existem nas cordas, o equipamento mede a chamada rigidez dinâmica do encordoamento (Dynamic Tension – DT).
É importante entender a diferença: DT não é simplesmente a tensão em quilos ou libras que foi programada na máquina de encordoar. É uma medida relacionada ao comportamento do conjunto de cordas instalado na raquete.
Isso permite criar algo muito interessante: um histórico da sua própria raquete.
Você pode fazer uma medição logo após o encordoamento e registrar o resultado. Depois de algumas partidas, medir novamente. Com o tempo, passa a conhecer como aquele conjunto de raquete + corda + tensão + padrão de encordoamento se comporta.
Em vez de pensar apenas:
“Acho que minha corda já não está boa...”
você passa a ter uma informação objetiva para comparar com aquilo que está sentindo em quadra.
O aparelho não decide por você
O ERT 300 não precisa ser encarado como um equipamento que determina sozinho o momento exato de trocar as cordas.
Ele acrescenta informação à percepção do jogador.
Se você conhece o valor obtido quando o encordoamento estava novo e percebe que esse número mudou ao mesmo tempo em que a resposta da raquete deixou de agradar, começa a construir uma referência muito mais individual.
Para encordoadores, treinadores e jogadores que gostam de acompanhar seus equipamentos, isso também ajuda a tornar as decisões mais consistentes e menos baseadas apenas em impressão.
Então, quando devo trocar?
Talvez a melhor resposta seja: antes de perguntar apenas há quanto tempo a corda está na raquete, observe como ela está se comportando.
Preste atenção à sensação durante o jogo, ao controle, à movimentação e ao desgaste das cordas. Considere sua frequência de jogo e o tipo de corda utilizado. E, se quiser acompanhar essas alterações de maneira objetiva, a medição da rigidez dinâmica pode complementar essas informações.
No final, conhecer melhor o seu equipamento também é uma forma de conhecer melhor o seu jogo.
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